Filhas da América 

Comentário sobre o livro escrito por Nélida Piñon: Filhos da América, publicado pela editora Record,
Rio de Janeiro, Brasil. Primeira edição. 2016.

 

 

Ricardo José de Azevedo Marinho1

Renata Bastos da Silva2

 

À memória do nosso doce intelectual Ricardo Augusto Benzaquen de Araújo (1952-2017)

 

O livro Filhos da América, de Nélida Piñon, foi concebido e empreendido por Carlos Andreazza, Editor Executivo na empresa Grupo Editorial Record, a quem também coube a orelha do volume. É ele quem sugere na orelha que Nélida Piñon se encontra entre aquelas poucas brasileiras e brasileiros que dominam a arte do discurso, algo que a escritora faz vicejar em tudo quanto lhe seja terreno de expressão. Para ele, ela é ensaísta o tempo todo. E isso diria muito sobre o alcance deste volume. Título que não esconde a curiosidade e o conhecimento da escritora sobre a tradição ibero-americana. Filhos da América abraçaria o continente. De assuntos. De ideias. De riscos. De afetos. De apostas. De saudades. De paixões. Para ele é assim, sempre por meio da literatura, que a escritora enfrenta a frouxidão moral dos dias correntes, colocando o dever da escrita de pé, de prontidão, cabeça erguida, defendendo o lugar fundamental das culturas que a modernidade asfixiou e lhes celebrando a resistência. Para Andreazza, trata-se de uma interpretação ensaística magistral da história literária da América, justificando, assim, seu empenho em editá-la. As reuniões dos ensaios perfazem um conjunto coerente, embora composto por textos produzidos em diferentes momentos e voltados a questões diversas. Boa parte dos textos foi produzida ao longo de 2015, ano em que Nélida Piñon ocupou a Cátedra José Bonifácio, da Universidade de São Paulo (USP). Afinal, versam todos sobre as filhas e filhos da América e suas relações com o universo de temas de nossa América – questão que a autora persegue há mais de quarenta anos e que assumiu aguda proeminência nessa hora crepuscular contemporânea.

 

O livro contém uma “miscelânea” de ensaios escritos em diferentes conjunturas e nesses se mesclam, como é usual na obra da autora, a história, o longo curso da formação da América, o peso e morosidade que derivam da nossa sóciogênese e o movimento dos atores, a ação, o ritmo célere da nossa trajetória. Combinam-se também referências clássicas, autoras e autores de nossa América, reflexão e opinião, análise e compromisso.

 

O nervo desse livro é a reconstrução analítica dos contextos em que dimensões da literatura, história e da sociabilidade democrática se reajustam, se medem, estabelecem novos padrões de relação – o que é realizado por Nélida Piñon com o recurso as categorias literárias oriundas das próprias autoras e autores convocados ao dialogo por ela. Trata-se, portanto, de livro com recorte temático muito rico, que sublinha a mediação da literatura no andamento político das democracias contemporâneas, e com travejamento teórico igualmente rico, derivado das leituras das autoras e autores de nossa América. Assim, com exceção dos textos elaborados sobre nós brasileiros, no qual se observa o predomínio dos literatos da Academia Brasileira de Letras (ABL) – referência característica dos trabalhos de Nélida Piñon desde o período de sua Presidência da ABL –, todos os demais ensaios que compõem esta coletânea guardam estreita afinidade com as obras das autoras e autores de nossa América.

 

Logo no início a autora faz uma provocação quanto ao papel da história em sua vida, em nossas vidas; em sua formação, em nossa formação e na formação de nosso Brasil e de nossa América. Em especial ela destaca a aproximação de seu ofício de narradora com condições estéticas variadas que redimensionam a dimensão de sua veia criadora. Ela se mostra também admiradora de personagens literárias femininas que marcaram contextos históricos diferentes, como Capitu de Machado de Assis e Emma Bovary de Gustave Flaubert. Assim, sublinhamos que a formação da narradora Nélida é consolidada por uma literatura singular que marca o nosso Brasil, a nossa América e o nosso mundo. Pelas palavras da autora:

 

Em torno, os narradores, que somos nós, asseguram que nos cheguem intactas as evidências narrativas do passado, graças às quais recuperamos os rastros civilizatórios que foram abandonados, ou mesmo esquecidos. Isto ocorrendo graças à grei humana composta dos aedos, dos poetas da memória, dos autores dos códices milenares, dos incas amautas, dos xamãs, dos nômades, dos goliardos, dos profetas do deserto, dos peregrinos de Jerusalém, dos oráculos, com Delfos na vanguarda. Dos seres que ao longo dos séculos cederam o material épico com o qual se recuperam a verdade narrativa da gênese humana. (PIÑON, Nélida, 2016, p. 11-12).

 

Percebemos que nessa passagem Nélida Piñon sublinha uma das narrativas que caracteriza a nossa América, trata-se da narrativa dos Incas Amautas. Ou seja, a autora coloca em evidência relatos que formam a singularidade do nosso continente, em relevo a Ibero-América. Assim, nos revela que as raízes de sua formação, ou melhor da formação de nossas sociedades está no amalgama das narrativas singulares que a autora destaca.

 

Portanto, entre a produção intelectual de Nélida Piñon de antes da atividade diretiva da ABL e aquela que vem a seguir, há uma variação importante, que consistiu, primeiramente, em aproximar literariamente os temas da literatura brasileira com a literatura de nossa América e, em seguida, debater a ênfase que devemos emprestar à questão da intelligentsia, da luta no front cultural, enfim, a ênfase que devemos conferir a essa percepção comum das filhas e filhos da América, valorizando, alternativamente, uma vida construída literariamente de baixo para cima, em um movimento permanente de acumulação molecular. Então, ainda nos referindo ao primeiro ensaio, onde ela se coloca como aprendiz de Heródoto, registramos abaixo outra personagem feminina que Nélida Piñon destaca em seus escritos, pelas palavras da autora:

 

Como resultado da maciça adesão dos fiéis árabes ao profeta Maomé, consolida-se o Islã, cujas normas religiosas pautam a criação do califado de Bagdad. Um califado que Scherezade, enquanto narra, descreve com fausto e riqueza de detalhes. E que, embora ela considere as circunstâncias históricas da cidade, não se descuida da monumentalidade da arte que emana do povo e que se ergue ao longo do Império.

De visita ao bazar, acompanhada pela ama, Scherezade adotava disfarces para não ser reconhecida. Ora é um homem com andrajos, ora uma mulher de extração popular. Como seja, amparada pela imaginação fecunda e difusa, ela defendia o feudo dos miseráveis, dos mendicantes, dos dervixes, dos vendedores, dos que pregavam ser a vida uma fabulação. (PIÑON, Nélida, 2016, p. 51-52).

 

Nas palavras de nossa autora notamos os aspectos moleculares do dia a dia de uma sociedade de cultura oriental; sendo que nossa América traz muito da cultura oriental em sua formação. Além disso, Nélida Piñon ao retomar a narrativa de Scherezade nos remete a outro livro, cuja autora é Nélida, intitulado Vozes do deserto (2004), que por hora importa apenas indicar.

 

Contrariando a perspectiva então predominante no campo ensaístico brasileiro, que, com base na dita barreira linguística, preconizava a construção de um estranhamento de nossa literatura para com a da nossa América, Nélida Piñon buscou em outro caminho – uma teoria de alcance geral, e não apenas concernente à dita separação entre nós e eles, mas um fino pertencimento em que define a literatura brasileira como uma literatura da América, num processo permanente de ampliação e conquistas mutua da literatura de nossa América. Para ela, o giro teórico presente em Filhos da América consistia na aposta em um caminho comum da literatura de nossa América conduzido por autoras e autores que ao terem os pés fincados em cada uma das literaturas produzidas por cada uma das suas experiências vividas nacionalmente e dela extraíssem o âmago comum da nossa vivência em nossa América. E conclui que, em Filhos da América, a literatura é fluxo permanente de diálogos da percepção autoral da auto-organização da sociedade contra esse cosmopolitismo artificial de pinguela caída e de tantos outros e outras.

 

Neste sentido, Nélida Piñon não deixa de sublinhar os escritos de Machado de Assis e salientar o papel do fundador da Academia Brasileira de Literatura (ABL). De acordo com nossa autora, se referindo a Machado de Assis:

 

Semelhante mandato induz-me a rastrear-lhe a obra uma vez mais. A indagar, como um corifeu do coro grego, quem foi mestiço, filho de mulher branca e homem negro, pobre, de físico miúdo, que nasceu no morro do Livramento, em meio aos escombros urbanos, à cidade maltratada, entregue a toda sorte de malefícios. E que, confrontado com o caos e as adversidades diárias, fez da própria vida pretexto para a construção de uma linguagem cujos alicerces alteraram os cânones estéticos do Brasil. (PIÑON, Nélida, 2016, p. 63).

 

De outro lado, Nélida Piñon, entre outras autoras que iremos tratar a frente, destaca a figura e os escritos de Clarice Lispector no ensaio intitulado Senhora da Luz e da Sombra (PIÑON, Nélida, 2016, p. 201-209). Para a autora:

 

Clarice oscilava entre o mistério e a claridade do cotidiano. Apreciava repartir comigo certas banalidades que testavam o nosso possível apreço pela vida. Não éramos exatamente duas escritoras que desafiavam a escrita ou se curvavam diante da gravidade do ofício. Escolhemos a amizade, que logo nos uniu, como modo de desenvolver a crença na lealdade, no porvir, na convicção de que valia a pena estarmos juntas, rirmos juntas, chorarmos juntas. O fato é que o cotidiano, corriqueiro, nos atraía, a ponto de reduzirmos às vezes a importância dos temas demasiadamente transcendentes, que não passavam de uma armadilha. (PIÑON, Nélida, 2016, p. 201).

 

Por outro lado, como por exemplo no ensaio intitulado Os enigmas ibero-americanos segue o caminho que apontamos acima, ou seja, aproxima a literatura brasileira da literatura da américa, dentro da literatura das autoras e autores ibero-americanos.

 

A partir daí, e a título de exemplo, Arguedas é convocado no ensaio intitulado O mito inca em Arguedas (PIÑON, Nélida, 2016, p. 236-250), de uma perspectiva de Mariátegui (PIÑON, Nélida, 2016, p. 244), a ancorar a percepção de que mudanças sociais necessárias devem provir de sucessivas transformações moleculares e não de revoluções políticas tempestivas. E essa lição, de acordo com Nélida Piñon, é tão mais visível hoje, quando a revolução que está em curso no mundo, o acervo ideal da filosofia política incorporado nas instituições do constitucionalismo democrático. Em outras palavras, a revolução teria abandonado a forma especificamente política e estaria internalizada nas instituições e na sociedade.

 

Esse ideário de Mariátegui sutilmente mobilizado por Nélida Piñon que ganhou destaque internacional, ao mobilizar uma literatura hoje consagrada entre estudiosos no mundo, como vem sendo a fortuna crítica em torno da obra da Amauta e do Amauta, entre outros, mas que no início dos anos de 1990, no contexto de elaboração das comemorações do centenário do seu nascimento, ainda era de circulação restrita entre nós brasileiros, a despeito do esforço heroico anterior de Florestan Fernandes, Manoel Lelo Bellotto & Ana Maria Martinez Corrêa. Aquele foi o momento em que um grupo de pesquisadores coordenados por Ricardo José de Azevedo Marinho se organizou no âmbito do espaço da Universidade Federal Fluminense (UFF) em torno de uma agenda de investigação referida a Mariátegui e os processos de institucionalização de profissões intelectuais. Tal fato preparou o terreno para a realização de uma pesquisa de Renata Bastos da Silva sobre o dialogo profícuo que Mariátegui intentou entre nós com a obra seminal de Keynes no imediato pós Primeiro Guerra Mundial visando deter na raiz os seus tristes ventos que passaram levando seus agouros a crise de 1929 e além.

 

Os textos que se seguem à essa evocação de Mariátegui e Arguedas buscam dar sequência a análise do processo da plena incorporação dos Filhos da América ao mundo contemporâneo, associando a vocação expansiva dessa literatura e sua crescente infiltração na política e nas relações sociais planetárias – nessas, em especial, destacando o modo pelo qual a literatura é hoje levada a proteger o grande número humano das pressões excessivas do poder e/ou do dinheiro.

 

Deste modo, cabe destacar no âmbito da História das mulheres na América Latina algumas das figuras femininas sublinhadas por Nélida Piñon em seus ensaios. Começamos com o ensaio intitulado A genealogia de Marília Pêra (PIÑON, Nélida, 2016, p. 275-287). Marília Pêra (1943-2015) teve uma trajetória a nível da grande atriz que foi; entre as mais variadas personagens que interpretou destacamos Pépetua do filme Tieta do Agreste (1996), dirigido por Cacá Diegues, o filme é uma adaptação de uma das singulares obras de Jorge Amado de mesmo título. Nélida Piñon escreveu sobre nossa atriz:

 

Testemunhou desde o berço o drama vivido pela família, dentro e fora do palco. Uma grei que percorria os teatros do Centro e dos subúrbios do Rio de Janeiro a atuar, como se fossem funâmbulos oriundos das feiras medievais. Uma experiência andarilha da qual Marília Pêra extraiu a sensação de repartir arte pelos grotões de Brasil, enquanto colhia moedas. (PIÑON, Nélida, 2016, p. 275).

 

Nossa autora não perdeu a oportunidade de destacar que a família de Marília, os Pêra eram de procedência lusitana, transladados para o Brasil e adaptando as regras artísticas do teatro a cultura brasileira.

 

Ressaltamos mais dos ensaios que Nélida Piñon sublinha a trajetória de duas mulheres que cruzam seus destinos com a História das Mulheres na América Latina. Trata-se dos ensaios A Brasileira Rachel e Balcells, amiga d’alma.

 

Sobre a literata e também imortal da Academia Brasileira de Letras Rachel de Queiroz (1910-2003) nossa autora afirma que:

 

A trajetória da autora, até seu desaparecimento, esteve sempre presente nos momentos constitutivos da história recente do Brasil. Precoce na arte de criar, desde menina, ainda no Quixadá, Ceará, onde nasceu, pressentiu quem éramos, e de que males o país padecia. A adesão à cruel realidade nordestina levou-a a registrar com a pluma vigorosa da qual fluíam sangue e memória o trágico enredo da seca que periodicamente assolava o sertão. (PIÑON, Nélida, 2016, p. 370).

 

Desta forma, Nélida Piñon mostra para os leitores da nossa América um pouco da vida de uma literata da região nordeste do país, ou seja, do interior de nosso país, Quixadá fica longe das grandes urbes do Ceará, quiçá do Brasil. Mas, isto não impediu que arranjos sociais abrissem espaço para a literata Rachel de Queiroz. E as muitas autoras anônimas de nosso Nordeste, onde ficam? Fica a reflexão.

 

Sobre Carmen Balcells (1930-2015) nossa autora nos revela uma editora comprometida com a criação dos autores. Balcells tomou conta das obras, entre outros autores, além de Piñon, Pablo Neruda, Gabriel García Márquez, Mario Vargas Llosa, Isabel Allende, Rosa Montero ... Pelas palavras de Nélida Piñon conhecemos um pouco de Balcells e sua contribuição para a literatura, em especial a ibero-americana:

 

Já pelas manhãs, Carmen transbordava em obediência a um padrão desmedido que, no entanto, jorrava vida. Mas, conquanto pecasse por excessos ditados pela descomunal inteligência e pelos compromissos impostos pelo seu código moral, atuou sempre a favor dos interesses da literatura, da sua tribo de escritores, do talento ao qual jamais renunciou reverenciar. (PIÑON, Nélida, 2016, p. 377).

 

No ensaio A longa jornada (PIÑON, Nélida, 2016, p. 378) ela presta uma linda homenagem às mulheres, dizendo que elas, alijadas da cultura normativa, acumularam “um saber clandestino de grande valia, do qual os narradores dependiam para se apossar dos personagens e frequentar o enigma literário” (PIÑON, Nélida, 2016, p. 380), lembrando que são coautoras de escritores como Homero, Dante, Shakespeare, Cervantes e Camões.

 

Nélida Piñon aqui evoca o movimento social que continha, até hoje, com exclusividade, o caráter globalizado por direitos, cujas colorações locais não desmarcam sua vocação transnacional, planetária e que, não atoa, realizou a grande revolução do século 20, uma revolução surda, invisível, mas que mudou a vida no planeta, foi o movimento feminista. A afirmação da mulher onde quer que ela se dê, no lar e/ou na arena pública, é o maior legado do século passado e a maior potência a animar a relação entre humanos, inumanos, artefatos e símbolos.

 

Quando referidos especificamente ao Brasil, tais ensaios repõem, de diferentes modos e ângulos, o lugar da nossa literatura, de suas instituições e personagens na vida brasileira, tanto do ponto de vista da reconstrução histórica do nosso arcabouço civilizacional que aqui se constituiu desde o século 19 quanto da perspectiva das eventuais consequências do protagonismo literário para a nossa democracia.

 

Ciente dessa responsabilidade, a aposta, porém, de Nélida Piñon é a de que, embora as democracias tenham sido atingidas pela proeminência do presentismo, configurando uma crise da política em escala mundial, a permanente mobilização da sociedade em defesa de seus interesses e direitos poderá movê-la na direção de uma nova democracia de cidadãos. O veneno do presentismo que abalou o mundo poderá, enfim, encontrar seu remédio na literatura das/nas democracias contemporâneas – a mobilização informada literariamente em torno de interesses como pedagogia da participação e da cidadania.

 

Em suma, este livro consagra décadas de leitura dos Filhos da América e uma agenda de indagações consistente. Porém, longe de nos oferecer uma tranquila perspectiva acerca da experiência construída até os nossos dias, saltam dessa coletânea os termos de um acalorado debate sobre equidade e liberdade, em que Nélida Piñon, longe de nos oferecer respostas, constrói ensaística e literariamente as posições em confronto.

 

A se arriscar um sentido, um fio condutor para a leitura de Filhos da América, se poderia dizer que há nela a valorização de uma literatura republicana, concebida como construção permanente, que hoje se vê dinamizada por inovações que ampliam virtualmente a democratização da esfera pública, tornando-a permeável aos interesses da humanidade. E quem não desejaria tão apaixonadamente, como Nélida Piñon, de nos convidar a ver esse belo e extraordinário abraço literário a humanidade realizada pelo seus Filhos da América

Rio de Janeiro, 1, 17 e 22 de fevereiro de 2017


 

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[1] Doutor em Ciências Sociais pelo Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA) da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Pós-doutorado pelo Programa de Políticas Públicas e Formação Humana (PPFH) da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professor Adjunto da Escola de Educação, Ciências, Letras, Artes e Humanidades da Universidade do Grande Rio (UNIGRANRIO). ricardo.marinho@cedae.com.br

[2] Doutora em História pelo programa de História Social da Universidade de São Paulo (USP). Pós-doutorado pelo programa de Políticas Públicas e Formação Humana (PPFH) da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professora Adjunta do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). renatabastos@ippur.ufrj.br


 

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